O repórter Olmir Cividini, apresentador do programa MT Rural produzido pela TV Centro América, foi um dos convidados pela Aprosoja a acompanhar a Missão China. Durante a viagem, Olmir produziu uma matéria especial que foi ao ar no dia 10 de setembro. Além da matéria, o programa também conversou com presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, em busca de um balanço sobre a viagem. Já disponíveis no site da emissora, os vídeos podem ser acessados aqui e aqui.

China amplia exportação de soja sul-americana

Matéria da Reuters publicada no portal da Exame mostra que a China deverá comprar até 7 milhões de toneladas de soja do Brasil e da Argentina de outubro a dezembro. O volume seria 40% maior que o registrado no mesmo período de 2010. Leia a matéria na íntegra aqui.

Missão China em destaque na imprensa nacional

Os jornais Folha de S.Paulo e Valor Econômico destacam em suas edições de hoje uma série de matérias sobre a China produzidas pelos jornalistas Mauro Zafalon e Mauro Zanatta. Ambos participaram da Missão China, ação de intercâmbio cultural, social e econômico da Aprosoja realizada em agosto. A partir das viagens a Pequim, Tianjin, Xian e Xangai, foram produzidas matérias que destacam os rumos da política econômica chinesa.

Um dos temas abordados pelo Valor Econômico foi o processo de êxodo rural chinês, impulsionado pela política de incentivo à industrialização. “Campos e lavouras dão lugar a novas indústrias e bairros residenciais. Com menos terra para produzir, e pressionado pela crescente demanda por alimentos, o governo chinês tem reforçado sua aposta na produção agropecuária intensiva, com alta tecnologia aplicada ao processo produtivo”, explica Mauro Zanatta em uma das reportagens. (Leia aqui.).

Outro destaque na série de reportagens do Valor foi a questão da segurança alimentar, um dos focos prioritários do governo chinês. “(…) alguns exportadores nacionais já veem a possibilidade de faturar ainda mais com o duradouro apetite chinês por alimentos. E costuram acordos com tradings locais e o governo chinês para garantir parte dessas vendas. Há duas semanas, a associação dos produtores de soja de Mato Grosso (Aprosoja) assinou um memorando de entendimento com o governo chinês e as principais tradings estatais, como Jiusan, Cofco e Chinatex, para avançar no desenho dessas parcerias”, comenta Zanatta em seu texto. (Leia na íntegra aqui).

Na Folha de S.Paulo, o repórter e colunista Mauro Zafalon analisa a tendência de aumento no consumo de carne pelos chineses e os impactos disso para as demais cadeias da produção de alimentos. “O maior consumo de proteínas na China exigirá uma alimentação de melhor qualidade para os animais, o que forçará o país a importar mais componentes para rações. (…) A produção, antes de fundo de quintal, passa a ser feita em grande escala. E esse novo sistema exige o uso de ração de melhor qualidade, à base de soja”, observa. (Leia o texto completo aqui.).

Zafalon analisa também as projeções de ampliação nas compras de soja brasileira pela China. “(…) as importações chinesas, que estão em 53 milhões de toneladas por ano, chegarão a 85 milhões em dez anos. Grande parte dessa soja sairá de Mato Grosso, o principal produtor brasileiro”, projeta. (Leia aqui.).

E aponta ainda para o caminho que a relação Brasil-China começa a tomar, com os produtores brasileiros dando garantias de abastecimento de alimentos em troca de investimentos em infraestrutura. “Cientes da demanda crescente por alimentos, os chineses miram o Brasil. Depois de várias tentativas de participação no mercado brasileiro, que foram da produção própria à compra direta de grãos dos agricultores, aprenderam que o ‘custo Brasil’ exige uma tática diferente. Agora, os chineses dão sinais de que, para ter a garantia de alimentos, devem formar empresas com brasileiros na área de logística -portos, transportes etc. Foi o que manifestaram a produtores da Aprosoja (que reúne produtores de soja e de milho de Mato Grosso), que estiveram em visita àquele país asiático há uma semana.” (Confira o texto completo aqui.).

Foco chinês é por segurança alimentar

Se os países europeus priorizam a busca por garantias de origem e certificação socioambiental de alimentos, a China foca a segurança alimentar, dando mais ênfase à garantia de produtos. Esse é o cenário encontrado pela Aprosoja após uma série de intercâmbios por países compradores e produtores de soja feitos em 2011. O objetivo dessa política de aproximação institucional e comercial é estreitar laços e compreender melhor os mercados consumidores de soja e milho mato-grossenses.

O levantamento de mercados incluiu Estados Unidos, Canadá e Europa e foi concluído com a viagem à China. “Os europeus enfrentam um momento estagnado de produção de grãos, o que os torna muito exigentes, criando até mesmo barreiras comerciais. No mercado chinês, o foco é a qualidade da soja, e muitos empresários chineses nos agradecem pela grande oferta de alimento nutritivo”, compara o presidente da Aprosoja, Glauber Silveira.

"Foco chinês é a qualidade da soja", afirma Glauber Silveira

De acordo com ele, os interesses nacionais dos dois países (China e Brasil) estão indo numa direção coincidente, o que reforça laços comerciais. “A China está preocupada em alimentar sua população, e o Brasil precisa melhorar sua infraestrutura”, pontua. Durante a Missão China, a Aprosoja confirmou a vinda para Mato Grosso de uma equipe de empresários chineses interessados em ampliar os negócios com os produtores estaduais, e abriu espaço para relações comerciais com a Câmara de Comércio Brasil-China.

A viagem da Aprosoja à China ocorreu de14 a24 de agosto e contou com uma comitiva com 33 pessoas – em sua maioria, produtores rurais estaduais, além de deputados estaduais, diretoria e colaboradores da associação e jornalistas.

 

Balanço

O presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, falou ao radiojornal Agro em Destaque sobre suas percepções após concluir a chamada Missão China. Glauber faz uma análise comparativa entre os diversos mercados visitados pela Aprosoja neste ano. Você confere no link abaixo a entrevista completa.

Entrevista de balanço da Missão China com Glauber Silveira

Estreitando o comércio exterior com a China

Reunião com a Câmara de Comércio ocorreu em Xangai

Um dos últimos compromissos da comitiva da Aprosoja na China foi uma reunião com a Câmara de Comércio Brasil-China, uma organização independente do governo chinês e sem fins lucrativos. Fundada em1986, acâmara foi idealizada pelo ex-primeiro vice-ministro e ex-ministro de Relações Exteriores da China, Wu Xuequian, tomando corpo durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Seu principal objetivo é fomentar as relações comerciais e de intercâmbio entre os dois países.

Em Xangai, a comitiva da Aprosoja participou de uma reunião com o presidente Charles Tang, que se mostrou interessado em estreitar parcerias com a associação e com o Estado de Mato Grosso, em diversas áreas: de maquinários a fertilizantes.

Atualmente, a câmara também representa os estados de Pernambuco e Mato Grosso do Sul na China.

“O destino do mundo depende da China”

Pelo menos é o que argumenta o ex-ministro e atual presidente da Bunge no Brasil, Pedro Parente, em recente entrevista à revista Época. E ainda houve espaço para reivindicar as melhorias em logísticas que tanto pedem os produtores rurais: “o produtor de Mato Grosso gasta três vezes mais com logística do que um produtor argentino ou americano para fazer a soja chegar a Hong Kong”. Confira a matéria na íntegra no link abaixo.

O destino do mundo depende da China

Comparando com Mato Grosso

Mais uma matéria saindo do forno do Agro em Destaque. Clique no link abaixo e ouça a entrevista com o vice-presidente da Aprosoja, Antônio Galvan, sobre as técnicas agrícolas chinesas.

Galvan compara agricultura chinesa com a mato-grossense

Grandiosidade também sob a terra

Qin Shihuang foi o Primeiro Imperador da China unificada, um dos primeiros a idealizar a famosa Muralha da China. Vem dele também uma das maiores contribuições chinesas em termos de arqueologia histórica: o icônico Museu dos Guerreiros de Terracota.

Um exército inteiro subterrâneo

Extremamente preocupado com questões de segurança, o imperador Qin levou a ferro e a fogo o costume chinês de se levar para o túmulo os objetos que se pretende manter nas vidas seguintes. Mandou construir um verdadeiro exército em terracota – material formado por argila cozida no forno – para lhe “garantir proteção”. Ao ser enterrado, os 8 mil soldados foram com ele para a câmara mortuária.

Não há um rosto igual entre os soldados de terracota

Milhares de anos depois, em 1974, agricultores da cidade de Xian cavavam o solo para a instalação de um poço de água e descobriram os primeiros indícios dessa gigantesca arte em cerâmica subterrânea. Hoje, o exército de Qin está aberto para a visitação, numa estrutura construída ao redor do mausoléu.

Registros históricos indicam que mais de 750 mil operários foram necessários para a construção do exército de terracota, caracterizado por detalhes perfeccionistas que dão bem a medida das exigências do Primeiro Imperador: não há um rosto igual dentre os 8 mil soldados, e todas as patentes de um exército foram reproduzidas.

O processo de escavação e manutenção das estátuas permanece ainda hoje. Atualmente, apenas 2 mil estátuas foram descobertas e liberadas para a visitação.

Trabalhos de escavação continuam

O Museu dos Guerreiros de Terracota foi o último ponto turístico visitado pela comitiva da Aprosoja na China. O grupo está em Dubai, nos Emirados Árabes, última parada antes do regresso para Cuiabá, na quarta-feira (24.08).

Aproveitamento total

O Gerente Técnico da Aprosoja, Luiz Nery Ribas, mostra como os chineses aproveitam cada pedacinho de terra para produzir alimentos. Confira pela TV Aprosoja!

 

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.